Construtoras se reinventam para enfrentar a crise

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Construtoras e incorporadoras estão buscando estratégias que vão além de descontos e brindes para enfrentar a crise econômica e política que o país atravessa. A queda de 8,48% no preço médio do metro quadrado de imóveis no Brasil confirmou o desaquecimento que estas empresas sentiram ao longo de 2015. A SIG Engenharia e a Lafem estão entre as empresas que foram buscar alternativas para minimizar os impactos deste cenário.

Depois de registrar queda de 80% nas vendas, o empresário Schalom Grimberg, da SIG Engenharia, adiou obras planejadas em diferentes pontos do Rio de Janeiro e investiu na construção de um grande centro de comércio popular na Barra da Tijuca. “Hoje, Barra e adjacências concentram, segundo o IBGE, 14% da população do Município do Rio. Em 15 anos, esse número subirá para 27% de acordo com estimativas do próprio instituto. A Barra é uma região que está tomando a dimensão de uma pequena cidade, mas não foi projetada para ter um comércio de rua. Então criamos um espaço que terá esse jeitão com preços condizentes”, explica Grimberg.

De acordo com o executivo, o pulo do gato para o novo negócio prosperar foi oferecer aos lojistas um valor diferenciado pelo metro quadrado. O espaço, aberto em outubro de 2015, já está com 50% da área comprometida com operações. Já funcionam no endereço lojas como Caçula, Decorando com Arte, Dimona, Atacadão Posto Treze e Feirão Moda Rio. São marcas consolidadas na Saara, no Centro do Rio, no polo de decoração de Vigário Geral e nos municípios de Nova Iguaçu e Duque Caxias.

Já a Lafem Engenharia venceu a concorrência para executar a obra do hotel Fasano, em Angra dos Reis, na Costa Verde. Com um portfólio diversificado nos segmentos residencial, corporativo, hoteleiro, industrial e comercial, a construtora está focada em buscar obras nos setores de varejo, alimentação, logística e saúde.

Para o diretor comercial da construtora, Paulo Renato Paquet, o momento é favorável para os investidores que têm reservas em dólares, pois os ativos estão baixando os preços e, até o produto estar desenvolvido, o metro quadrado de construção que já está em queda, estará mais reduzido ainda puxado pela retração do mercado imobiliário no país.

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