Copa do Mundo

A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo está aquecendo a economia do País. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o evento tem potencial para injetar R$ 142 bilhões na economia brasileira. O setor imobiliário promete ser um dos mais favorecidos com o evento.

A valorização imobiliária afetou as 12 capitais que sediarão o evento, pois os investimentos para o desenvolvimento da infraestrutura e da mobilidade urbana dessas regiões contribuem para o aumento no preço dos imóveis. Em Belo Horizonte/MG, por exemplo, os investimentos em infraestrutura acabaram valorizando áreas que antes não tinham atrativos para os compradores. Segundo o franqueado da RE/MAX Class, Bráulio Quintino, as incorporadoras passaram a investir em bairros com infraestrutura. "O município de Confins, em Belo Horizonte, passou a ser o polo da região. Essa é uma das áreas que mais se valorizou, por estar localizada próximo ao aeroporto e também por conta da construção da Cidade Administrativa."

Para Renato Borges, diretor da RE/MAX Atitude, localizada em Fortaleza/CE, a Copa trará resultados promissores para o setor imobiliário. "A expectativa dos frutos decorrentes da Copa, no setor imobiliário, é real e promissora, pois teremos uma injeção pecuniária de mais de R$ 33 bilhões no País, incluindo o investimento em portos, aeroportos, segurança e saúde. A valorização dos imóveis acompanha, portanto, o crescimento da cidade."

Os investimentos também estimulam a geração de empregos e de renda. Estima-se que até 2014 sejam gerados 3,6 milhões de novos empregos. Para Mario Barreira, da RE/MAX Estilo, de Cuiabá/MT, esse cenário favorece o mercado imobiliário. "O aumento da renda e a liberação de crédito contribuem para o aquecimento do mercado, pois com a renda extra as pessoas investem em imóveis."

Outro fator que contribui para a alta do mercado é a estabilidade econômica do País, o que atrai investimentos estrangeiros que estimulam o mercado. Para José Neto, diretor geral da RE/MAX Predial de São Paulo/SP, a valorização imobiliária é reflexo do investimento de grandes empresas. "Os empresários acabam elegendo o Brasil por conta desses megaeventos e investem na construção civil. A valorização dos lançamentos acaba se refletindo no nosso mercado."

Para Rogerio Morgado, sócio da RE/MAX Foco, localizada no Rio de Janeiro/RJ, a valorização dos imóveis deve continuar avançando na região não só por conta da Copa, mas também em função dos Jogos Olímpicos. "Com os investimentos que a região está recebendo em infraestrutura, acreditamos que a cidade vai ganhar ainda mais reconhecimento como polo turístico e temos ótimas perspectivas para o mercado imobiliário da região mesmo depois da Copa."

Apesar das expectativas positivas, algumas regiões ainda não sentiram mudanças significativas no mercado em função da Copa do Mundo. Para Cibele Teixeira, diretora geral da RE/MAX CBL de Brasília, o evento não influenciará o setor. "Os preços na cidade já são altos. Não consigo enxergar um crescimento com a vinda da Copa, pois é um período muito curto. Não acredito que as pessoas vão comprar imóveis em função disso."

Outras capitais, como Salvador/BA, sentiram que o evento valorizou apenas áreas especificas. Marcelo Tourinho, franqueado da RE/MAX ACE, disse que a construção da Arena Fonte Nova contribuiu apenas para o aumento do preço nos bairros próximos ao estádio.

 

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