Mercado residencial: hora de aquecer

Após sair de um mergulho profundo na crise econômica dos últimos anos, o setor residencial começa a respirar em 2019. É no que aposta o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio – Embraesp, Reinaldo Fincatti.

Reinaldo explica que 2018 já foi um ano bem mais animador que 2017, fechando com um número de lançamentos acima do acumulado no ano anterior. O destaque do último ano veio depois das eleições, quando a ansiedade pelos resultados acalmou os ânimos e aqueceu o mercado.

A previsão é que 2019 comece a soprar para longe a fase difícil para o ramo dos imóveis, que vem buscando fôlego para ganhar terreno depois do boom de lançamentos um pouco antes de encarar o início da forte crise econômica que pegou o país, deixando muitos bons projetos sem saída e sem comprador. O efeito? Preços de imóveis despencando, estoques das construtoras elevados, deixando incorporadores e investidores de cabelo em pé.

A queixa foi a mesma: depois de 2015, o que se viu foi um mercado frio e imóveis desvalorizados. Quem queria vender, teve que se contentar com os preços bem mais baixos do que os reais valores e quem queria comprar, esperou o momento certo para fechar bons negócios.

Mas, o novo ciclo chega para mudar isso – é a aposta de Fincantti, vista no começo do nosso bate papo. Em 2019 a previsão é: estoque de imóveis equilibrado e demanda em alta.

Pesquisa recente da Secovi-SP (sindicato que representa o setor de habitação) sobre a comercialização de imóveis em São Paulo (SP), divulgada em outubro de 2018, comprova a retomada de fôlego do segmento. No acumulado, faltando três meses para fechar o ano, haviam sido vendidas 20.882 unidades na capital paulista, o maior valor desde o início da crise econômica.

Há também uma grande e boa expectativa no que se refere ao cenário pernambucano, confirmada pelo presidente da Ademi-PE, Gildo Vilaça. Ele faz questão de ressaltar que o momento é de retomada do mercado imobiliário. “Isso acontece pela condição geral da economia, que vem melhorando. Existe um otimismo crescente e que aos poucos vai alavancando o setor. O que percebemos é que os níveis de estoques estão cada vez mais baixos e em breve vai haver uma escassez. Com a lei da procura e da oferta, a tendência é que nesse momento os preços subam. Por isso, quem está se planejando para comprar um imóvel, o momento é agora, que os preços ainda estão menores”, aconselha.


Incorporadoras

A nova lei do distrato e a própria recuperação do setor imobiliário pode ser uma grande oportunidade para quem investe nas ações das incorporadoras. A lei foi aprovada no final do ano passado pelo então presidente Michel Temer.

O presidente da Abecip (associação que representa o segmento de crédito imobiliário), Gilberto Duarte, acredita que a tendência para 2019 é de que esses papéis tenham uma performance acima da média dos últimos anos, sobretudo se as reformas fiscais forem de fato aprovadas pelo novo governo.

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