Cada vez mais usado em construções industriais, comerciais e de galpões, o pré-moldado tem ganhado espaço também em obras residenciais. De acordo com o engenheiro civil Rogério Cusinato, as estruturas pré-moldadas geralmente são usadas para reduzir o tempo e mão de obra na edificação, pois esse modo de construção é um processo construtivo rápido e de pouco desperdício. “Podem ser produzidos pilares, vigas, lajes, paredes, telhas, entre outros”, explica. Em obras residenciais, o engenheiro explica que, como a construção “tradicional” é artesanal, demanda muita mão de obra, enquanto no pré-moldado as peças chegam prontas e são montadas com máquinas. Devido a isso, construir com pré-moldados é mais rápido. Porém, ele alerta que, se a área a ser construída for muito pequena, o valor dessa forma de construção pode sair mais caro. A aposentada Maria Amélia Guimarães optou pelo pré-moldado ao construir, há cerca de um ano. Ela conta que decidiu fazer a obra desta forma pelas facilidades, como rapidez e limpeza após a construção, já que o pré-moldado deixa poucos resíduos. O engenheiro Rogério afirma que, em geral, não é preciso ter cuidados especiais com construções pré-moldadas, pois as estruturas são normatizadas dentro dos padrões de qualidade e segurança, mas que é sempre bom verificar se existe algum tipo de patologia. O valor do pré-moldado pode variar bastante em função das características da obra, mas o valor estimado por metro quadrado fica entre R$ 500 e R$ 800. Pré-fabricado também é versátil Além do pré-moldado, existem também os pré-fabricados, que são igualmente versáteis e também agilizam o processo de construção. Ambos devem atender padrões e especificações técnicas, mas a diferença entre os dois materiais é que os elementos pré-fabricados em concreto são produzidos industrialmente e o pré-moldado é produzido dentro do canteiro de obras. O pré-fabricado também proporciona prazos reduzidos e qualidade na obra. Esse sistema atende desde residências até prédios multipavimentos. As vantagens em optar por esse tipo de construção são diversas. “Como a construção dessas peças é realizada dentro de uma indústria, é possível ter total controle da qualidade, resistência, dimensões e acabamentos. No canteiro de obra, o uso do pré-fabricado diminui, drasticamente, a mão de obra, o desperdício de materiais, elimina a geração de entulho, promove maior organização e reduz o tempo de obra, além de garantir o rápido retorno do investimento. Outra vantagem do pré-fabricado em concreto é que os custos não sofrem alteração no decorrer da obra”. Empresários do ramo, afirmam que pré-fabricados reduz em cerca de 25% o tempo de obra, devido à execução simultânea das etapas de fundação e fabricação. Ressaltam também que as peças possuem um rigoroso controle de qualidade e especificações, mas recomendam a aplicação de produtos que protejam a superfície, no intuito de se evitar a penetração de impurezas, que, ao longo do tempo, possam prejudicar a aparência. Assine nossa newsletter! Nome: E-mail: Posts relacionados Novidade É fundamental rever a Norma de Desempenho de Edificações Qualit 19 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Como melhorar as apropriações dos custos da sua empresa Qualit 12 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade 5 dicas para otimizar a sua rotina de contas a pagar Qualit 5 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Qual a diferença entre o eSocial e a EFD-REINF? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade EFD-REINF impacta na Construção Civil? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade Segunda fase do eSocial Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade O que é a EFD-REINF do eSocial e como ela deve ser implementada no seu negócio? Conteúdo Blog 20 de setembro de 2018 LER MAIS Novidade Planejamento urbano: a tendência dos condomínios horizontais Conteúdo Blog 17 de setembro de 2018 LER MAIS Novidade 10 segredos para ter êxito no processo de informatização da sua empresa Qualit 24 de julho de 2018 LER MAIS Novidade O desafio das empresas num cenário de crise Qualit 17 de julho de 2018 LER MAIS Novidade ABRAMAT: Regularidade é a expectativa da maioria na indústria de materiais de construção Qualit 10 de junho de 2018 LER MAIS Novidade A recuperação do segmento de Construção Civil Qualit 5 de junho de 2018 LER MAIS Novidade Instituto Brasileiro de Impermeabilização lança livro Qualit 28 de maio de 2018 LER MAIS Novidade Como a realidade virtual pode revolucionar o mercado imobiliário Qualit 19 de dezembro de 2017 LER MAIS Novidade O mercado imobiliário em 2018 Qualit 14 de dezembro de 2017 LER MAIS Novidade Planejamento da comunicação na Construção Civil Qualit 27 de outubro de 2017 LER MAIS Novidade 6 razões pra investir em um ERP antes de terminar 2016 Qualit 11 de novembro de 2016 LER MAIS Novidade 3 coisas que não podem faltar no seu Diário de Obras Qualit 25 de outubro de 2016 LER MAIS
Os efeitos da informalidade na construção civil
A construção civil no Brasil representa um dos setores produtivos de maior movimentação econômica e participação no PIB e, além de propiciar melhores condições de vida por meio das obras de habitação e infraestrutura, também cumpre num país ainda em desenvolvimento um relevante papel social ao propiciar milhares de vagas de trabalho, principalmente por oportunizar a uma faixa da população com baixa escolaridade e pouca qualificação profissional. Por isto, o seu desenvolvimento controlado e organizado é um grande passo no desenvolvimento social e na consolidação do progresso. Apesar da relevância, este é um dos segmentos econômicos que mais sofre com a informalidade. Enquanto as empresas formalizadas, conscientes das responsabilidades e riscos de toda ordem inerentes à atividade, investem muito tempo e recursos para cumprir com o martírio da burocracia de formalização de seus empreendimentos, paralelamente movimenta-se uma outra grande indústria, fragmentada em incontáveis empreendimentos de menor porte, que vão sendo edificados de maneira informal, ou apenas com a ‘roupagem formal’, muitas vezes para eximir os verdadeiros empreendedores dos custos indiretos ou das grandes responsabilidades civis ou jurídicas. Além disto, a construção civil envolve riscos, e não raras vezes somos impactados por tragédias, geralmente decorrentes da inépcia ou da irresponsabilidade. Mas, mesmo que não se chegue aos extremos, a sociedade não pode ser conivente com a ação de empreendedores que desconheçam ou ignorem a legislação, ou mesmo negligenciem ações que propiciem segurança e qualidade às edificações e as cidades. Não se pode aceitar correr riscos que podem ser perfeitamente evitáveis, assim como conviver com os passivos e custos sociais de longo prazo, que obras mal projetadas ou executadas inevitavelmente geram. Muito há que ser feito para reverter este quadro. Passa por aperfeiçoar a legislação que permite as regularizações posteriores, que não sejam apenas mecanismos arrecadatórios, repensar os modelos e critérios de financiamento de imóveis, especialmente aqueles que recebem recursos do FGTS e da poupança dos brasileiros. Não é razoável aceitar que se apliquem recursos oriundos da atividade formal, em empreendimentos cuja produção visa apenas o lucro do empreendedor de ocasião, onde geralmente negligenciam-se treinamentos e condições de segurança e saúde do trabalhador, e onde dificilmente há a contrapartida social que a atividade econômica deve ter. Com a conscientização do comprador de imóveis, que pode ser o principal agente de reversão deste quadro, passa-se a adotar melhores critérios na aquisição de imóveis, como já o faz em relação aos alimentos, eletrodomésticos, veículos e outros bens de consumo. Por razões como estas, é fundamental que o protagonismo de um setor produtivo com tamanha relevância econômica e social para o país seja exercido por quem de fato deve ser, isto é, pelos profissionais capacitados e comprometidos, e muito especialmente pelas construtoras e incorporadoras, que são as pessoas jurídicas que de fato movimentam a economia formal, e que têm a função de construir expressa nos objetos de seus contratos sociais, além do que, detém a expertise e conhecem com propriedade as responsabilidades e o comprometimento social desta atividade. A mudança deste cenário é um longo caminho, e de alguma forma já é percorrido, ainda que lentamente. Como implica a participação de muitos agentes da sociedade, mudanças culturais e de reformas que demandam vontade política, é necessário encontrar maneiras de avançar mais rapidamente, e o setor empresarial pode ser um grande colaborador. E uma forma mais produtiva de fazê-lo é pelo fortalecimento das entidades representativas, como associações, sindicatos e federações, para que juntos e organizadamente se realizem ações que possam ser mais efetivas. Assine nossa newsletter! Posts relacionados Novidade É fundamental rever a Norma de Desempenho de Edificações Qualit 19 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Como melhorar as apropriações dos custos da sua empresa Qualit 12 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade 5 dicas para otimizar a sua rotina de contas a pagar Qualit 5 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Qual a diferença entre o eSocial e a EFD-REINF? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade EFD-REINF impacta na Construção Civil? 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