Banheiros construídos inteiramente com placas cimentícias já são viáveis. Valendo-se da construção a seco, o sistema elimina custos com fundações e pode receber ligações hidráulicas e revestimentos de diferentes tipos. Isso se deve à evolução das placas cimentícias, fabricadas com nova tecnologia em fibrocimento, que utiliza cimento e celulose como matérias-primas, dispensando fibras minerais e sintéticas. A construção se mostra eficiente para hotéis, hospitais e shopping centers, mas tem também aplicabilidade em empreendimentos residenciais. “O sistema é adaptável a qualquer tipo de obra, mas é importante que seja prevista essa questão no projeto”, diz a engenheira civil Thaís Helena Martinetti, especialista em soluções com placas cimentícias NTF. NTF (Nova Tecnologia em Fibrocimento) é a sigla que define as novas placas cimentícias que incorporam tecnologia capaz de resistir às ações da água, como paredes exteriores e áreas molhadas (cozinha, banheiro e lavanderias). “Desde que a execução atenda aos requisitos de projeto, a durabilidade dos produtos aplicados nesse ambiente pode ser até superior ao sistema convencional”, diz Thaís Helena Martinetti. “Essas placas recebem tratamento específico contra o acesso da água, o que permite a passagem do vapor, porém impede o acesso da água por sua superfície. Isso auxilia na garantia da estanqueidade do banheiro”, completa a engenheira. As placas cimentícias seguem a norma técnica ABNT NBR 15498 – Placa de fibrocimento sem amianto – Requisitos e métodos de ensaio. Diz a norma que, para estes produtos, os materiais a serem utilizados para assentamento de revestimentos cerâmicos ou argamassa devem ser compatíveis com o processo de construção a seco (steel framing + placas cimentícias) devido ao comportamento da estrutura. “Esses materiais são facilmente encontrados no mercado e os fabricantes possuem seus fornecedores homologados, para evitar uso de materiais inadequados e patologias”, explica Thaís Helena Martinetti. Foco nas construções habitacionais Para adequar as placas cimentícias em áreas úmidas é preciso construir a estrutura em steel framing para fixação das placas cimentícias (parafusadas). Essa estrutura é fixada na alvenaria por meio de ancoradores. Elas podem substituir a argamassa e possibilitam uma parede com elevada planicidade, reduzindo o consumo de materiais de acabamento. “Há estudos de eliminação da estrutura de aço por assentamento das placas cimentícias com argamassa específica para este fim”, afirma a especialista, que ajudou a montar um modelo de banheiro com NTF na recente edição da Feicon (Feira Internacional da Construção) no estande da Infibra. O protótipo pode ser montado fora da obra e vir completo para ser instalado, diminuindo o impacto no cronograma e gerando desperdício zero de materiais. Por isso, empresas especializadas em construir hotéis são os principais clientes deste tipo de tecnologia. No entanto, o setor fabricante de placas cimentícias quer conquistar espaço nas construções residenciais de múltiplos pavimentos. “O banheiro proposto na Feicon foi idealizado para apartamentos”, confirma Thaís Helena Martinetti. O próximo passo dos fabricantes é viabilizar banheiros com placas cimentícias para obras em reforma. Por enquanto, explica a engenheira, para substituir um banheiro convencional em reforma por um com placas cimentícias é necessário consultar um profissional experiente da área, que irá verificar a possibilidade de adequação para cada situação de projeto. Outro diferencial do material é a variedade de espessuras, que vão de 5 mm a 30 mm, cada uma adequada a um tipo de aplicação. “As de 8 mm são ideais para interiores, enquanto que placas de 10 mm e 12 mm seriam para situações exteriores, com tratamento de juntas. Já as placas de 14 mm a 20 mm são ideais para fachadas de edificações, lojas, hospitais e shopping centers, podendo ser aplicadas com ou sem tratamento de juntas expostas às intempéries. Placas acima de 22 mm são recomendadas para uso em pisos. Elas são utilizadas como base para pisos ou mesmo como piso acabado”, conclui Thaís Helena Martinetti. Assine nossa newsletter! 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Construtoras voltam à origem com financiamento direto
Pressionadas pela retração do crédito habitacional, construtoras estão reforçando o crédito direto ao comprador, prática que desde o início da década vinha cedendo espaço aos empréstimos intermediados por bancos. PDG e Eztec passaram recentemente a oferecer a opção, também disponível para empreendimentos da Even e da Trisul. Num cenário francamente desfavorável, de juros nas alturas e inflação ascendente, algumas empresas preferem absorver custos — como o de praticar juros abaixo da média de mercado — para não correr o risco de engordar seus estoques. A Eztec, por exemplo, iniciou em 9 de junho uma campanha de financiamento direto que, inicialmente, iria até hoje, mas foi prorrogada. O prazo máximo estabelecido para esta linha de crédito é de 150 meses, com juros de 9,99% ao ano incidentes sobre as parcelas a partir da assinatura do contrato. “Para as empresas, absorver determinados custos é melhor do que tomar financiamento. Muitas delas não conseguem nem tomar dinheiro”, diz Nelson de Sousa, professor de Finanças do Ibmec/RJ, referindo-se à alavancagem financeira de parte das construtoras brasileiras. Analista da Concórdia Corretora, Daniela Martins lembra que embora algumas companhias do segmento tenham optado por postergar lançamentos em 2015, ainda há uma série de empreendimentos de anos anteriores a serem entregues, o que contribuiria para ampliar os estoques imobiliários num momento difícil em termos macroeconômicos. “Há muito estoque e uma demanda decrescente. A situação só deve se normalizar em meados do próximo ano ou em 2017”, projeta a analista. Depois de recorrer a “feirões” num esforço para reduzir seus estoques, a PDG aderiu ao financiamento direto, uma das vantagens oferecidas como parte de uma campanha com duração de 30 dias que inclui ainda descontos e garantia de recompra para alguns imóveis. A Even informou por meio de sua assessoria de imprensa que já oferecia anteriormente a possibilidade de financiamento direto ao consumidor, embora esta alternativa não seja o carro-chefe da companhia. Além dessa modalidade de financiamento, a Trisul também está oferecendo juros menos que a média do mercado, conta Rogério Santos, diretor da RealtON, empresa que atua na venda de estoques das incorporadoras. “Estamos vivendo um back to basics (de volta ao básico)”, diz Santos. “O mercado está voltando às práticas de dez anos atrás, um período anterior à abertura de capital das construtoras brasileiras.” Antes da explosão de crédito imobiliário que alimentou a expansão das vendas no fim da década passada e no início dos anos 2010, a oferta de linhas de financiamento direto pelas empresas era prática corrente. “Agora, estamos pagando a conta do crédito farto dos últimos três, quatro anos”, acrescenta o diretor da RealtON. O esforço das construtoras no sentido de financiar seus próprios clientes não é visto como um risco exagerado por Nelson Sousa, do Ibmec/RJ. Isso porque a mecânica financeira por detrás desses empréstimos diretos está longe de ser novidade. Ao concederem um financiamento, as companhias lastreiam a operação emitindo recebíveis. As carteiras de recebíveis são, então, negociadas com instituições financeiras que — por sua vez — emitem LCIs (Letras de Crédito Imobiliário). Esse tipo de papel é geralmente adquirido por pessoas físicas, já que este tipo de investidor conta com isenção tributária para compra do título. “Com a escassez do crédito direto dos bancos, as companhias assumiram o ônus de fazer o financiamento”, avalia o especialista em finanças. “Se o imóvel não for pago, é retomado pelo banco. O risco que existe é o de não ter para quem vender o imóvel retomado.” Na prática, o arsenal das incorporadoras para atrair novos clientes não se restringe apenas ao financiamento direto e aos juros subsidiados. A Rossi, por exemplo, anuncia em seu site mensais fixas, recompra garantida e prazo estendido. Já a Gafisa pôs na rua campanha que inclui seguro contra desemprego, parcelas fixas e sem correção durante as obras e até seguro desemprego. “O mercado está tentando entender os mecanismos de venda que podem ser mais eficientes na situação atual”, resume Santos, da RealtON. “No caso do financiamento direto, não se trata de um tiro no escuro: é algo que já foi usado lá atrás.” Assine nossa newsletter! 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Concreto têxtil será o futuro do concreto armado?
As pesquisas sobre reforços estruturais do concreto armado, desencadeadas em todo o mundo, culminaram, em 2009, na descoberta de um novo material que tende a revolucionar a construção civil nas próximas décadas. Trata-se do concreto têxtil ou, como é chamado no exterior, textile-concrete. O invento, desenvolvido primeiramente na Alemanha, é uma rede formada por polímeros, fibras de carbono, vidro e resinas epóxi, capaz de substituir as armaduras de aço que há quase 200 anos compõem as estruturas de concreto armado. O material tem uma configuração semelhante aos tecidos, por isso o nome concreto têxtil. “Esse polímero é introduzido dentro do concreto, substituindo a armadura tradicional. Com isso, o concreto pode ser moldado de outras maneiras, com sessões menores, além de ficar livre de corrosões. Ele põe fim também à questão da falta de cobrimento e, com isso, pode viabilizar estruturas mais eficientes e mais elegantes”, explicou o professor Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, diretor da Escola de Engenharia da UFRGS, que recentemente palestrou no 11º Congresso Internacional de Patologia e Recuperação de Estruturas (Cinpar), realizado de 10 a 12 de junho nas dependências da Unisinos, em São Leopoldo-RS. Na Alemanha, o concreto têxtil derivou do carboconcrete. O material apresentou-se tão forte quanto as armaduras de aço, mas com 25% do peso do concreto armado e com maior durabilidade. Além disso, em contraste com os componentes do aço das armaduras convencionais, o concreto têxtil não oxida, o que o torna extremamente eficiente em estruturas que tenham que ficar em contato com a água. Outra vantagem é que ele permite construir peças pré-fabricadas com 10 milímetros de espessura e resistência à tração de até 165 MPa. Primeira obra A primeira aplicação prática do concreto têxtil está exposta na cidade de Albstadt, na Alemanha. É uma passarela com 100 metros de comprimento, inaugurada no final de 2010, e que impressiona pela esbelteza de suas linhas. Em Porto Alegre, se pretende construir obras semelhantes. O objetivo é viabilizar duas passarelas dentro do campus da UFRGS, melhorando acessos a paradas de ônibus. Em abril de 2015, a universidade trouxe uma delegação de outra empresa alemã que desenvolve concreto têxtil – a Solidian –, para a implantação do projeto e a produção do material nos laboratórios do departamento de engenharia civil da UFRGS. “Fechamos acordo para ter a primeira estrutura de concreto têxtil da América Latina”, revelou Luiz Carlos Pinto da Silva Filho. A pesquisa sobre concreto têxtil dentro da universidade gaúcha está a cargo do LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais). Dois engenheiros da Solidian, Christian Kulas e Roland Karle, já estiveram na UFRGS palestrando sobre o material e firmando convênios para o desenvolvimento no Brasil. Na Alemanha, o concreto têxtil foi desenvolvido inicialmente dentro dos laboratórios da Universidade Técnica de Dresden, em parceria com o Instituto de Pesquisa Têxtil Saxon (STFI), localizado em Chemnitz. Na apresentação dos estudos, os pesquisadores definiram o textile-concrete como o concreto armado do futuro. Assine nossa newsletter! Posts relacionados Novidade É fundamental rever a Norma de Desempenho de Edificações Qualit 19 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Como melhorar as apropriações dos custos da sua empresa Qualit 12 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade 5 dicas para otimizar a sua rotina de contas a pagar Qualit 5 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Qual a diferença entre o eSocial e a EFD-REINF? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade EFD-REINF impacta na Construção Civil? 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