De acordo com o relatório do GEM – Global Entrepreneurship Monitor 2012, o Brasil conta hoje com aproximadamente 32 milhões de empreendedores. Desse total, em torno de 50% são homens e 50% são mulheres. Quase 80% deles encontram-se na faixa dos 18 aos 45 anos. Em 1999, primeiro ano da pesquisa, a participação das mulheres não chegava a 30%. O relatório é feito por estimativa e leva em conta todo tipo de negócio: empresas de fundo de quintal ou garagens, autônomos, ambulantes, pequenos, micros, não importa a origem. Se for algo por conta própria, com empresa registrada ou mesmo sem carteira profissional assinada, vale. O que chamou a atenção no último relatório do GEM foi o aumento do número de empreendedores por oportunidade que atingiu a incrível marca de 69,2% do total, diferente de quando a pesquisa foi iniciada. Naquela época, esse número era de 54% e em 2002, o pior ano, girou em torno de 42%. De fato, o número de empreendedores por necessidade vem caindo ano a ano, reflexo da melhoria dos resultados econômicos do país. Esses são aqueles que iniciam um empreendimento autônomo por não possuírem melhores opções de trabalho e abrem um negócio a fim de gerar renda para si e para suas famílias. Apesar de o número de empreendedores estar associado basicamente aos índices de desempenho econômico, a taxa de atividade empreendedora mais importante é aquela baseada em negócios criados por iniciativa própria, onde prevalece mesmo a vontade de empreender. Nos últimos anos, o sonho dos brasileiros de ter um negócio por conta própria (43,5%) superou bastante o desejo de tentar uma carreira de sucesso em uma empresa (24,7%) ou mesmo o sonho de casar e de formar uma família (16,1%), bem diferente do que aconteceu com nossos pais e avós. Isso é bom, pois, quando a vontade de empreender prevalece, o negócio tem muito mais chances de prosperar, afinal, por razões óbvias, a busca pela qualidade dos produtos e serviços é um desafio permanente. Para muitos, é vencer ou vencer e isso tem um peso considerável. Por essas e outras razões é que você ouve com muito mais frequência exemplos e histórias de grandes empreendedores que não tinham alternativa senão prosperar, caso contrário, não teriam criado um negócio de sucesso. Quando você lê as histórias de Eloy D´Avila, da Flytour, que passou fome e chegou a dormir em bancos de praças, de Steve Jobs, que caminhava dez quilômetros todos os domingos para tomar sopa de graça num templo budista, de Jussier Ramalho, que dormiu durante quase uma semana dentro de um container que se tornou a sua própria banca de revistas em Natal, com medo de a prefeitura lhe tomar o ponto, a sua avaliação muda. O elevado número de empreendedores registrados pelo GEM não significa muito em termos de espírito empreendedor. Como “viajante” assíduo e conhecedor de negócios em diferentes partes do país, posso afirmar que uma grande parte deles, tanto por iniciativa quanto por conta própria, ainda está longe de incorporar esse espírito. Steve Jobs queria mudar o mundo através da tecnologia e só parou de pensar nisso quando morreu. Bill Gates pensou no melhor sistema operacional do mundo. Em 1906, há mais de cem anos, os criadores da Montblanc queriam fabricar a melhor caneta do mundo. Akio Morita não sossegou enquanto não colocou o pé nos Estados Unidos, a maior economia do mundo. Isso quer dizer que, para estar entres os melhores do mundo, é necessário fazer o que ninguém faz ou, pelo menos, ninguém faz melhor do que você, algo que se traduz em qualidade, determinação, respeito ao consumidor, paixão pelo que faz, vontade de prosperar e de servir a um propósito. Por outro lado, aqui no Brasil, ainda temos de brigar pelos nossos direitos mais básicos como consumidores. Qualquer aumento de demanda faz os atendentes de hotéis ficarem perdidos. Temos que brigar até o fim para corrigir a fatura da conta telefônica. Por vezes, devemos ir à justiça para reivindicar aquilo que é nosso por direito. Milhares de negócios são criados visando exclusivamente o lucro ou a sobrevivência pura e simples. Não existe a menor preocupação com o consumidor final e algumas empresas chegam ao ponto de encaminhar você, sem o menor constrangimento, para concorrência, pois sabem que a concorrência é tão ruim quanto elas. Assim sendo, meu amigo, não basta criar um negócio por conta própria e se dizer empreendedor. Empreender requer, acima de tudo, coragem e ousadia para eliminar o que você mais repudia como consumidor: a falta de respeito. Abrir um negócio por conta própria é a coisa mais fácil do mundo. Difícil é honrar os valores que você mesmo defende no posicionamento estratégico do seu negócio. Pense nisso e empreenda mais e melhor! Assine nossa newsletter! Posts relacionados Novidade É fundamental rever a Norma de Desempenho de Edificações Qualit 19 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Como melhorar as apropriações dos custos da sua empresa Qualit 12 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade 5 dicas para otimizar a sua rotina de contas a pagar Qualit 5 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Qual a diferença entre o eSocial e a EFD-REINF? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade EFD-REINF impacta na Construção Civil? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade Segunda fase do eSocial Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade O que é a EFD-REINF do eSocial e como ela deve ser implementada no seu negócio? 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Home Office é tendência para o futuro
Recentemente, a Yahoo, uma das maiores empresas da internet no mundo, decidiu acabar com o chamado home office para os próprios funcionários. Alegou a presidente da organização que trabalhar em casa gera prejuízos na agilidade e na qualidade dos serviços. A notícia logo se espalhou e uma pergunta veio a lume: será esse o sinal de que o trabalho a distância deixa de ser uma tendência? O que ocorreu naquela empresa, a meu ver, é algo pontual, específico ao momento por que ela está passando para a sua reestruturação. O home office, não tenho dúvida, veio para ficar. Pesquisas revelam isso. Trata-se de uma tendência irreversível, pois seu uso se dá por razões de ordem econômica e ela é propiciada pelo desenvolvimento da tecnologia da comunicação. A utilização do trabalho a distância é movida por razões econômicas, por vários motivos. Cito três. Um é que o home office possibilita reduzir o espaço físico da empresa, cujo custo do imóvel se torna mais elevado a cada ano, além de esse espaço ficar ocioso em boa parte do tempo – das 8.640 horas do ano, muitas empresas usam, em seu espaço físico, apenas cerca de 40% delas com os seus profissionais; os 60% restantes são as horas noturnas, os fins de semana e os feriados. Outro motivo que mostra a razão econômica para o uso do home office está ligado à questão da mobilidade dos profissionais, no deslocamento de casa para a empresa. A economia se dá com o transporte e o tempo gasto no trânsito. Finalmente, há a globalização, que já exige o trabalho a distância entre membros de uma mesma equipe de profissionais atuando simultaneamente em diferentes regiões, aculturando-os a trabalhar dessa forma, economizando tempo, transportes e hospedagens para se encontrarem. Estamos, porém, no começo do processo de home office e as empresas devem tomar alguns cuidados na sua utilização, para que seus resultados sejam produtivos. Cuidados são necessários com a tecnologia utilizada e com a aculturação dos profissionais para trabalharem a distância. Quanto à tecnologia, ela já possibilita esse novo modo de trabalho, de forma relativamente produtiva, para os ocupantes de alguns cargos não operacionais. Para trabalhar a distância são necessários equipamentos que deem conforto ao profissional, para ele ser produtivo, principalmente na hora de se comunicar com colegas e participar de uma equipe remota. Atualmente, esses equipamentos ainda são caros e não são confortáveis em termos de visualização por seus usuários. Entretanto, num futuro muito breve nós estaremos com câmeras de telepresença acionadas da residência do profissional para a sede da empresa, a um baixo custo e com o conforto necessário para que o trabalho seja ainda mais produtivo. Além disso, os hologramas facilitarão ainda mais essa comunicação. No que concerne à aculturação do profissional ao home office, a empresa precisa treinar o seu colaborador para que ele consiga ser produtivo trabalhando em casa. É necessário conscientizá-lo de que ele precisa mostrar aos outros moradores da casa que ele está lá trabalhando, e não está de folga. É preciso arrumar um espaço físico fixo na residência que seja o seu local de trabalho. E, finalmente, ter muita disciplina para cumprir o horário das atividades, dando conta da agenda de compromissos. Cientes dos cuidados acima mencionados e de que o home office está num processo irreversível, várias empresas de ponta no País – muitas delas multinacionais – já estão determinando, para os ocupantes de cerca de 30% de seus cargos, que trabalhem na forma de home office uma ou duas vezes por semana. Estão, aos poucos, aculturando seus colaboradores a essa nova modalidade de trabalho. É uma maneira adequada para não perder o “trem da história”. Com o desenvolvimento tecnológico da comunicação, num futuro muito próximo não fará mais sentido, para muitos profissionais, ir até a empresa para trabalhar. A utilização do home office será inexorável. Assine nossa newsletter! Posts relacionados Novidade É fundamental rever a Norma de Desempenho de Edificações Qualit 19 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Como melhorar as apropriações dos custos da sua empresa Qualit 12 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade 5 dicas para otimizar a sua rotina de contas a pagar Qualit 5 de novembro de 2018 LER MAIS Novidade Qual a diferença entre o eSocial e a EFD-REINF? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade EFD-REINF impacta na Construção Civil? Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade Segunda fase do eSocial Qualit 16 de outubro de 2018 LER MAIS Novidade O que é a EFD-REINF do eSocial e como ela deve ser implementada no seu negócio? 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Fique Atento – Comunicação Corporativa
Pesquisa realizada pela Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) revela que a comunicação corporativa está ganhando status estratégico nas empresas. Participaram do estudo 280 profissionais responsáveis pela área de Comunicação de suas empresas, sendo alto o percentual de entrevistados que percebe a área de Comunicação como estratégica, principalmente no ramo de serviços, onde 67,4% têm essa opinião. Notou-se ainda que quanto maior o número de funcionários, maior é essa percepção: em 70,2% das empresas que contam com mais de 5 mil funcionários, a Comunicação é vista como área estratégica. Mais investimentos em comunicação interna Não por acaso, os investimentos em comunicação interna estão aumentando, de maneira que a área tem ganhado cada vez mais prestígio e poder nas corporações. Porém, em metade das empresas contempladas pela pesquisa, a área ainda não tem representação no Conselho Executivo. Isso sem falar que há uma variedade de denominações para o departamento: Comunicação Corporativa, Empresarial e Institucional. De qualquer maneira, ao que tudo indica, os empresários já notaram a importância da comunicação para alcance dos resultados pretendidos. Para se ter uma ideia, apenas 5,4% das empresas pesquisadas não contam com uma área de Comunicação. Em substituição, algumas empresas mantêm departamentos de Comunicação e Eventos, Comunicação e Sustentabilidade, Marketing e Comunicação Social. Departamento importado do exterior Na maioria das empresas, a Comunicação Corporativa é uma diretoria ou gerência, principalmente nas estrangeiras: em 73,1%, há uma dessas configurações. Quase 80% das empresas têm equipes na área com menos de 10 funcionários, sendo que quase todas com menos de mil funcionários têm até 10 profissionais na área de Comunicação. A Aberje explica que chama a atenção dos analistas o tamanho enxuto dos departamentos de Comunicação, apesar de o setor se responsabilizar por temas de absoluta relevância às empresas, como o relacionamento com funcionários, comunidade, governo, imprensa e sociedade organizada. Para 74,5% dos entrevistados, a Comunicação Corporativa tem muito impacto na reputação da empresa. Há equilíbrio nas respostas sobre a tendência da área de Comunicação no relacionamento com os stakeholders: 53,2% afirmaram que a tendência é trabalhar com todos os públicos de forma integrada e 43,3% acreditam que se deve trabalhar com alguns de forma segmentada. “O Brasil tem sido um bom terreno para experiências em comunicação corporativa, particularmente no que diz respeito ao relacionamento com público interno. A criatividade dos profissionais locais, associada ao perfil receptivo do cidadão brasileiro, proporciona uma situação favorável para implantação de modelos colaborativos de comunicação e aumenta a receptividade em relação às iniciativas na área”, registra a professora Suzel Figueiredo, também gestora da pesquisa. Marketing X Comunicação Em 41,6% das empresas, o investimento que a empresa faz em Marketing é maior que o da Comunicação Corporativa. Apenas em 19,3% das organizações ocorre o contrário. Outro dado importante da pesquisa diz respeito ao aumento da preocupação em mensurar os resultados das ações de comunicação. Cerca de 30% das empresas avaliam o desempenho da Comunicação Corporativa por meio do monitoramento da mídia e da opinião do público interno (funcionários) e também do externo (clientes, fornecedores, parceiros). Vale ressaltar que, em 17% das empresas, o desempenho da área de Comunicação não é mensurado. Sobre os entrevistados A coleta de dados aconteceu entre os dias 19 e 28 de agosto, contando com a participação de mais de 280 profissionais responsáveis pela área de Comunicação nas empresas mencionadas na edição 2007 da lista “1000 Maiores de Valor”. Cerca de 65% dos respondentes têm cargo de gerência, coordenação ou supervisão na empresa em que trabalham. Vale ressaltar que houve participação de diretores e superintendentes. As mulheres predominam na Comunicação, representando 59,2% dos respondentes. Entre os gerentes, homens e mulheres dividem a posição. Sobre faixa etária, quase 70% dos entrevistados têm entre 25 e 44 anos. Jornalismo é área de formação de um terço desses profissionais, aparecendo depois administradores e relações públicas, entre várias outras áreas de origem. Assine nossa newsletter! 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Arquitetura Inclusiva
A arquitetura inclusiva é a arquitetura que respeita a diversidade humana e gera acessibilidade para todos. Esse paradigma marca uma nova cultura e um caminho promissor aos profissionais que concebem os espaços. É importante compreender através de um breve histórico a evolução desse processo. A arquitetura no Brasil passou a ser representativa a partir do período Modernista. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os territórios privilegiados onde surgiram grandes arquitetos como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, João Villanova Artigas, Oswaldo Bratke e tantos outros de importância impar nesse quadro de valorização da estética brasileira. Esse período da arquitetura foi muito valioso e marcou profundamente conceitos de estética e construção que são ensinados até os dias de hoje. Um dos mais respeitados personagens desse período foi Le Corbusier um francês que difundiu a base desse movimento pelo mundo. Um dos preceitos para esse tipo de produção era padronizar o homem. O ícone a ser seguido era muito bem representado pelo desenho do corpo humano feito por Leonardo da Vinci que possuía dimensões perfeitas de um homem jovem, saudável e esbelto. Foi a partir daí, que pessoas deficientes, idosos, grávidas, crianças e todos os cidadãos que fogem ao modelo padrão foram realmente excluídos no ato de projetar. As barreiras arquitetônicas e o desconforto no uso das edificações ficaram evidentes após a Segunda Guerra Mundial, onde veteranos de guerra, mutilados, não conseguiam exercer mais funções. Após aproximadamente 15 anos do fim da Guerra surge à primeira padronização de acessibilidade nos Estados Unidos. A evolução desse processo de inclusão derivou anos depois no conceito do Universal Design que é o design de produtos e de ambientes para serem usados por todas as pessoas, na maior extensão possível, sem a necessidade de adaptação ou design especializado, apresentado pela North Caroline State University (EUA). Seus princípios são, essenciais aos profissionais que desejam produzir espaços para a diversidade humana, que seguem: 1- Uso Equitativo; 2- Flexibilidade no uso; 3- Uso simples e intuitivo; 4- Informação Perceptível; 5- Tolerância ao erro; 6- Baixo esforço físico; 7- Tamanho e Espaço para aproximação e uso. Além disso, fatores como economia, estética, desenvolvimento sustentável, qualidades culturais também devem ser considerados. No Brasil, os deficientes foram esquecidos por muito mais tempo. Somente na década de 80 que começaram a ocorrer transformações no que tange a legislação e algumas poucas intervenções espaciais. Até os dias de hoje, é possível encontrar profissionais de arquitetura produzindo para o homem-padrão. Uma parcela muito significativa da população continua a ser excluída por falta de condições adequadas. Segundo o censo de 2000 o número de pessoas com deficiência representa 15% do total de brasileiros e os idosos 8,5%. Esse último grupo mencionado vem crescendo a cada ano, pelos avanços da medicina que proporcionaram um aumento significativo da expectativa de vida. Essas pessoas não podem mais ser esquecidas. Por isso é importante que haja uma mudança real por parte dos arquitetos no processo de elaboração dos espaços. A legislação está cada vez mais forte, obrigando a implantação de rampas, corrimãos, sinalização, enfim, acesso sem barreiras em locais de uso público. Uma norma técnica brasileira muito relevante é a NBR 9050/04 – Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos e que tem força de lei federal. Nesse documento existem diversos parâmetros obrigatórios para que as produções arquitetônicas respeitem a diversidade. Outras legislações que se destacam nesse universo são as leis federais n° 10.048 e n° 10.098 regulamentadas através do decreto 5.296 de 2 de Dezembro de 2004. A primeira trata de atendimento prioritário e de acessibilidade nos meios de transportes e a segunda subdivide a acessibilidade ao meio físico, meios de transporte, comunicação e informação e em ajudas técnicas. Com essas medidas, aliadas aos empenhos de organizações não governamentais e por pessoas interessadas, a implantação da acessibilidade no Brasil está crescendo. E os termos como inclusão, acessibilidade, direito de ir e vir estão bem mais comuns a população. A acessibilidade, hoje, está contida em muitos locais, desde as áreas comuns de condomínios, vias de circulação de pedestre, transportes coletivos, mobiliários urbanos até em edificações de uso público. Assim passo a passo, uma rede articulada acessível começa a ser esboçada e as pessoas estão começando a ter mais independência e autonomia. Os benefícios dessas transformações estão sendo ampliados também para as residências. Isso é bem interessante, porque ao levar esse conceito para a esfera privada, surge uma visão relativamente nova de casa para vida toda. Esse conceito garante que a moradia suporte mudanças e adaptações ao longo dos anos, de modo que atenda as diversas necessidades que cada fase da vida solicita, sem prejuízo ou comprometimento do espaço. Dessa forma a pessoa pode viver na residência desde a infância até a fase madura se quiser, sem a necessidade de mudar por razões como: riscos reais de acidentes, falta de espaço ou desníveis acentuados, por exemplo. Os clientes ao conhecerem esse tipo de conceito se interessam muito, pois obtêm espaços mais flexíveis, seguros, confortáveis e de pouco esforço físico e que se implantado desde o início da construção custa um pouco a mais. Na BIO ARQ – Soluções em Arquitetura, empresa que tem como missão aplicar o conceito do Universal Design em seus projetos, tem experiências concretas dessa aplicabilidade. Uma cliente de espírito jovem, aos 70 anos adquiriu uma residência de 250 m2 no bairro do Jabaquara em São Paulo, o desafio foi transformá-la em uma casa para a vida toda. Hoje, ela mora em um local com: poço de elevador; iluminação reforçada, principalmente nas escadas; corredores amplos; piso sem desnível, além de muita estética e conforto. A senhora relata que sente aconchego em sua casa e recursos como uma lâmpada no trajeto entre o quarto e banheiro a deixa mais confiante, evitando tropeços e quedas no período noturno. Outro cliente, um importante cartório de São Paulo, passou por reestruturação em seu espaço, para receber piso podotátil, comunicação visual, vaga reservada para veículos autorizados, orelhões com alturas e estruturas adequadas ao uso de cadeirantes e
Sistema de Gestão de Suporte
Para melhor atende-los, foi desenvolvido o SGS (Sistema de Gestão de Suporte) nosso sistema de gestão de suporte que permite um melhor atendimento e acompanhamento das solicitações e dúvidas que nele são inseridas. Para a acessibilidade, o SGS foi disponibilizado via Web, podendo ser utilizado de qualquer lugar, bastando ter um computador com acesso a Internet. Através do SGS você deverá criar tarefas descrevendo a situação que está enfrentando, podendo anexar imagens ou documentos que auxiliem o suporte e atendimento a identificar o problema. Após a criação da tarefa, automaticamente é gerado um numero e a mesma é encaminhada para o responsável pelo seu atendimento e além de ser possível acompanhar o andamento do processo, só você poderá cancelar ou encerrar essa tarefa. Para acessar a ferramenta basta solicitar seu usuário de login e senha pelo e-mail contato@qualit.com.br e entrar através do o nosso site www.qualit.com.br. Sendo assim, além dos telefones para contato, seu principal canal de comunicação com o Suporte e Atendimento Qualit passa a ser o SGS. Assine nossa newsletter! Posts relacionados Produto Tenha controle dos impostos retidos na fonte – ERP Qualit Construção Conteúdo Blog 12 de agosto de 2019 LER MAIS Produto ERP Qualit Construção: Facilite o controle dos impostos retidos na fonte Conteúdo Blog 30 de julho de 2019 LER MAIS Produto ERP Qualit Construção Qualit 10 de dezembro de 2018 LER MAIS Produto Politica de privacidade QTMobile Qualit 23 de fevereiro de 2018 LER MAIS Produto Comissões de Vendas Qualit 4 de abril de 2016 LER MAIS Produto Relatório Posição de Saldo Qualit 23 de março de 2016 LER MAIS Produto Abertura de chamados pelo SGS Qualit 14 de março de 2016 LER MAIS Produto DIMOB Qualit 28 de fevereiro de 2016 LER MAIS Produto Atualização de versões, modificações e novidades dos sistemas QUALIT Qualit 26 de janeiro de 2016 LER MAIS Produto Adiantamento das Parcelas de Fornecedores Qualit 18 de janeiro de 2016 LER MAIS Produto Busca Avançada de Unidades Qualit 27 de outubro de 2015 LER MAIS Produto Pagamento eletrônico por Agrupamento de Títulos Qualit 14 de outubro de 2015 LER MAIS Produto Novas versões ERP Qualit Construção Qualit 30 de setembro de 2015 LER MAIS Produto Almoxarifado Central Qualit 31 de agosto de 2015 LER MAIS Produto Aprovação de Acertos (Crédito e Débito) Qualit 17 de agosto de 2015 LER MAIS Produto 4 Maneiras de economizar com o ERP Qualit Construção Qualit 20 de julho de 2015 LER MAIS Produto Cópia de Segurança Qualit 13 de julho de 2015 LER MAIS Produto SPED EFD-Contribuições Qualit 11 de junho de 2015 LER MAIS
O papel do líder na Construção Civil
O que é preciso para se tornar um líder na Construção Civil. Quais são suas características e o comprometimento com as organizações, seu papel principal, missões, metas e visões. Como ele deve se comportar com seus bens mais valiosos, as pessoas que fazem a engrenagem funcionar. Ao longo dos anos a construção civil foi ganhando status de grande no cenário econômico mundial. Para tanto, seus processos necessitaram de progressos, nem sempre, conciliados com a mão-de-obra operacional. Por se trabalhar com enormes quantias de valores, esse ramo do mercado não poderia, de forma alguma, ser deficiente de informações e de dados consistentes. Os problemas na gestão da construção civil não param por aí. Falta divulgação de especificações técnicas e padrões operacionais que envolvam todos os níveis hierárquicos numa escala de uma grande empresa. A história nos remete a um desaguadouro de mão-de-obra sem qualificação, com baixos níveis de escolaridade, principalmente em épocas de crise nos outros setores produtivos. Tivemos, então, um enxerto de pessoal despreparado, que somado a uma diversidade de produtos, materiais, equipamentos e ferramentas, transformou a construção civil numa indústria do caos e improvisação que, com o passar dos tempos, tem uma busca fixa e incansável por atingir altos níveis de produtividade e qualidade nos serviços prestados com o intuito final de um produto competitivo e rentável. Desta forma, este artigo visa mostrar não a evolução, mas sim as tendências do mundo moderno com relação ao papel que se espera de um líder de uma organização focada em resultados contínuos e vencedores, avaliando seus principais compromissos, princípios e capacitações. CRIANDO UMA CULTURA VENCEDORA “Em organizações com um alto desempenho, a estratégia empresarial está baseada em valores que criam um ambiente propício ao sucesso.” (Meehan et al., apud Corrêa, 2008). Antes de procurar e filtrar alguém com a palavra liderança no sobrenome, as empresas precisam ter em sua cultura o caráter vencedor. É necessário buscar pessoas imbuídas no sucesso, com a resposta na ponta da língua para a pergunta: por que empreender? Antes de respondê-la, se pela vocação, pela necessidade, pela identificação de uma oportunidade, temos que descobrir o que a empresa traçou como meta. Normalmente, as organizações desse ramo buscam: • Promoção da qualidade e produtividade do setor; • Aumento da competitividade dos bens, serviços e produtos produzidos; • Fomentar o desenvolvimento e a implementação de instrumentos e mecanismos de garantia da qualidade de projetos, obras, materiais, componentes e sistemas construtivos; • Estruturação e criação de programas específicos visando à formação e a requalificação de mão-de-obra em todos os níveis; • Aperfeiçoamento da estrutura de elaboração e difusão de normas técnicas, códigos de edificações e práticas e; • Apoio à introdução de inovações tecnológicas. Chegamos, então, a conclusão de que, antes de procurarmos um líder, gerente, CEO (sigla americana para ilustrar o mais alto executivo de uma companhia), enfim, alguém com a capacidade de gerir, precisamos saber o que busca a organização. Em um processo seletivo de gerentes, podemos eliminar muita gente brilhante, mas temos que nos ater a real necessidade da nossa empresa. Dentro dessa abrangência, podemos citar o organograma. Ele reflete a estrutura da empresa. Nada mais é do que a fotografia do seu funcionamento. Todas as empresas, ao iniciarem suas atividades, tendem a fixar as características de seus sócios-proprietários, incorporando os traços de personalidade dessas principais lideranças. Pela Teoria da Organização, conseguimos saber se uma empresa é organizacionista, comportamentista, tradicional ou inovativa. A primeira é vista como um organismo, onde cada órgão desempenha uma função específica, sendo a estrutura organizacional um agrupamento de órgãos. A segunda é composta por um grupo de pessoas com objetivos comuns, e na qual a estrutura organizacional estabelece a relação que deverá existir entre as pessoas que a integram, como cargos, funções e postos. As tradicionais aplicam-se, principalmente, a atividades contínuas e a ambientes estáveis, caracterizando-se por um alto nível de formalização, unidade de comando, alta especialização, comunicação vertical e departamentalização. As inovativas são estruturas do grupo comportamentista, que consideram na sua formação, não só as mudanças de comportamento de seus integrantes, como também a velocidade dessas mudanças. Elas apresentam baixo nível de formalização, alta diversificação e comunicação multidirecional como fatores preponderantes. (Couri, 2008) Encaixando a empresa numa das quatro vertentes destacadas acima, podemos trazer à tona os princípios vencedores que a maioria das organizações quer ter, como: satisfação do cliente, servindo-o com ênfase na qualidade e na produtividade, exercício livre e responsável dos gerentes para com os demais funcionários, desenvolvimento da organização gerada pelo trabalho das pessoas, entre outros. AS CARACTERÍSTICAS DESEJÁVEIS DE UM LÍDER Uma pessoa capaz de gerir uma grande companhia precisa ter em mente que a sabedoria é a qualidade mais preciosa que ela deve buscar. Segundo a Revista Exame, os líderes devem ser ambiciosos, saber o que é uma oportunidade, aprender com o dia-a-dia e pensar na carreira fora da caixa. Além disso, alguém com capacidade de estar num posto de gerência deve saber pensar, ser criativo, saber mobilizar, transferir, engajar-se, ter visão estratégica e assumir responsabilidades. Com esses atributos, o profissional agrega valor para a organização e mostra ter construído a sua competência do saber (conhecimento), saber fazer (habilidade) e saber ser (atitude). Uma empresa busca alguém que reconhece e evita riscos, que tem pensamento independente e estabilidade emocional, que tem bom relacionamento interpessoal e que, acima de tudo, sabe fazer a gestão de pessoas dar lucro. Planejar, organizar, dirigir e controlar são premissas que se destrincham através da Teoria Behaviorista do século XX, na qual uma de suas idéias é a possibilidade de resolver problemas da empresa partindo de soluções humanas. As empresas buscam profissionais com desenvolvimento sistemático que gera alinhamento entre objetivos e valores da empresa e objetivos e valores do indivíduo. A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE PESSOAS “As empresas não apenas precisam, desesperadamente, dos profissionais mais brilhantes – aqueles capazes de inovar e criar valor – como necessitam de um número cada vez maior deles.” (Revista Exame) O ponto central da gestão de pessoas é a importância que ela ganhou com